quarta-feira, 7 de setembro de 2016


SER, COMO?
SER SEM TER
SEM TER AGUA
TER AGUA BOA
AGUA BOA
BOA
BOA HORA AGORA!
HORA AGORA URGE
AGORA URGE PENSAR
URGE PENSAR
PENSAR
PENSAR NA VIDA
NA ÁGUA
NA SEDE
NA FALTA
DE UM FUTURO
FUTURO? EXISTE?
EXISTÊNCIA SEM ÁGUA
SEM CERRADO
SEM VIDA
ERRADO!
CERRADO SER SERRADO!

Richard Avolio




Onde estou? Será palha, será aço?
Será sonho, será fracasso?
procuro vida e o que eu acho?
Destruição a cada passo
Cabeça verde e dentes vermelhos
Não é ficção,
E nem pesadelo,
Parece outro planeta
Mas é aqui mesmo
Onde a vida ainda luta,
Onde o coração ainda bate
Onde o céu bilha, grita e pulsa
Quem será mais forte?

Pri Lima 

Á margem,
sempre estive
Sem rodeios,
sempre fui,
mais que boca,
mais que seios.
Sou a terra vermelha,
a pele da ovelha,
a outra centelha...
Que de tão divina,
por vezes desatina.

A.J. Lobone





olhos cerrados
abertos
para ver
certos
cerrados

certos
e certos
desertos
errados

Nikolas Behr

terça-feira, 6 de setembro de 2016





PASSINHO

o que passou
passa o tempo todo
toda hora
para sempre.

Andre Oviedo


Ando estranha,
Contando as mortes.
Morreu? De quê?
Foi câncer no pulmão?!
Foi câncer no coração?!
No seio ou no útero?
Morrer de câncer é tão comum...
Tanto quantos a sementes transgênicas e a monocultura da soja.
Morrer de câncer é tão comum...
Tanto quanto ingerir alimentos produzidos com corantes, acidulantes, estabilizantes e espessastes.
Morrer de câncer é tão comum...
Tanto quanto o investimento em políticas de expansão do agronegócio e do uso crescente de agrotóxicos.
Morrer de câncer é tão comum...
Comum como viver comendo veneno para continuar morrendo de câncer.

Aurora Liuzzi

Onde você está? 
Está no verde ou está no cinza?
Acorda, você está no ecossistema, está na esfera da vida!
Você está no Cerrado e na natureza quase extinta.
Se liga, estás onde há resistência, estás na nascente da água intoxicada que não pode mais ser bebida.
Você é o ser vivo que compactua com a degradação e com toda essa natureza mexida?
Nesse caminho, precisamos nos fortalecer, respeitar a natureza fluida.
Você está em tudo que existe, ou está deixando de existir.
No caminho do cerrado, não se cale, não se omita.

Giselle Maria